- A ansiedade é uma resposta natural do corpo desenhada para nos proteger de ameaças, mas que às vezes dispara o alarme sem perigo real.
- Sintomas físicos como coração acelerado, falta de ar e boca seca são causados pela liberação temporária de adrenalina.
- Uma crise de ansiedade ou pânico é muito desconfortável, mas não causa parada cardíaca ou sufocamento.
- Técnicas de respiração lenta, sono consistente e terapia são ferramentas comprovadas para recalibrar esse sistema.
Você já sentiu o coração disparar do nada, um nó no estômago e aquela sensação angustiante de que algo terrível vai acontecer a qualquer momento?
Essa reação física assustadora é o que chamamos de sistema de luta ou fuga.
O Alarme de Emergência do Corpo
Imagine que nosso cérebro possui um alarme de incêndio muito sensível. Nos tempos primitivos, quando um predador aparecia, o alarme disparava e o corpo liberava adrenalina para:
- Acelerar o coração para bombear sangue para os músculos.
- Acelerar a respiração para captar mais oxigênio.
- Tensionar os ombros para reagir rápido.
No Transtorno de Ansiedade Generalizada ou nas crises de pânico, esse alarme toca mesmo quando você está apenas sentado no sofá ou pensando nas contas do mês. O corpo não sabe a diferença entre um pensamento preocupante e um perigo físico real.
Como Começar a Acalmar o Alarme?
- Prolongue a expiração do ar: Quando você solta o ar bem devagar pela boca (como se estivesse soprando uma vela suavemente), o cérebro recebe a mensagem biológica de que o perigo imediato passou.
- Lembre-se de que a crise tem hora para acabar: A adrenalina liberada no sangue tem um tempo de duração curto. A onda sobe, atinge o pico e desce em poucos minutos.
- Avaliação médica e psicológica: Se a ansiedade está travando sua rotina, o tratamento adequado devolve a tranquilidade e a segurança que você merece.
- Craske MG, Stein MB. Anxiety. Lancet. 2016.
- Bandelow B, et al. Guidelines for the treatment of anxiety disorders. 2017.